quinta-feira, 29 de setembro de 2011

O ENCONTRO

           Quando a vi pela primeira vez
,havia em mim mesmo o sentimento de um homem vazio,oerdido na imensidão doi espaço.Vi-a como se estivesse a contemplar um pássaro perdido de seu ambiente,flutuando pelo espaço afora,em busca de guarida.
             Quando a vi pela primeira vez, você estava vestida da mais fina púrpura ,criada pelo pintor mais famoso do mundo.E sob ela,jazia aquela alma simpática que me fez sorrir ao desconhecido.
               E nós sorrimos um para o outro.Gesticulamos e os olhares se fizeram cortados, como que punhais e penetrarem numa carne vadia e malsã.
                Verdadeiramente,aquele encontro nos fez ver que havia muito mais entre nós dois,do que o simples espaço.Havia o encontro casual que duas almas planejam e os dois corpos o fazem sensualmente,como se nada tivesse concorrido para tal.Havia, sobretudo, o momento idôneo de uma liberdade criada por nós mesmos,dentro de um pensamento puro.
                  Por que seria que não haveríamos,de por um novo sol dentro daquele mundo?Por quê?
                   Encontram-se as borboletas no ar,as abelhas, as flores,o próprio mar se encontra através de suas ondas com as areias virgem da praia.Nós nos encontramos. Eu,mar rude e feroz,faminto,sedento.Você, aquela branca e suave areia que ficou banhada loucamente pelas espumas cintilantes de mim mesmo. E depois, depois, foi apenas o que os pensamentos podem confessar.
                     Encontramos um no outro,a paixão,o amor,a verdade.Daí por diante,nunca mais nos separmos. E, daquele encontro,nasceu o amor que hoje relembro e confesso existir no sentimento dos dias,a perpetuidade daquele momento angelical

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

ELA E O VINHO

               Mesmo que bebamos no pior cálice, ainda continuamos a gostar da bebida;e assim,por analogia, vamos encontrando também os prazeres e desgostos da vida que o dia a dia nos traz,arremessando algumas vezes,uma certa orgia contra a nossa alma.Mas, no libertar dessa alma,também vive a eterna procura das coisas boas. E,foi numa das minhas eternas procuras,que te encontrei e comecei a sentir por ti o mais puro amor.
                 Talvez tenha sido a sensação infantil do encontro de duas pessoas;porem,senti que realmente algo muito maior e mais profundo,havia se apoderado não apenas do corpo,como também da alma que te sentiu e viu passar ante os olhos. Talvez a própria alma tenha te visto muito antes que meus olhos,E, em tí,comecei a beber o saboroso vinho que me trouxeste.
                   Porém, o tempo foi correndo,passando tão depressa que,confesso, nunca imaginei-o assim. E na correria do tempo, aquela taça em que eu bebia,começou a ficar enferrujada, tirando um pouco o sabor do vinho. Eu,entretanto, como sempre fui apreciador dos bons vinhos e com eles aprendi a conhecer os grandes amores,continuei tomando,na mesma taça,aquele vinho.
                    Talvez tenha sido apenas uma ilusão passageira;talvez tenha sido apenas um clamor interno do meu eu;mas, na verdade, eis-me aqui novamente bebendo na mesma taça,desta vez mais nova,tão nova como teus olhos que brilham nesta noite quente como tua alma. Eis-me aqui, bebendo de teu vinho,sentindo,no seu anseio, a taça mais nova, sem nunca parecer aquela que, um dia antes, havia se apresentado quase perdida,pois não havia sido mais tocada pelos lábios meus.
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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

INDEPENDÊNCIA DO SILENCIO

                 Vamos fazer a independência do silencio. Vamos nós dois,juntos, quebrar este casamento do silencio que há entre duas pessoas que se cruzam todos os dias e nada falam,talvez\ por motivos que a alma não consente,talvez por uma simples timidez infantil.
                  Vamos nós dois, quebrar essas algemas que nos prende ao silencio que nem mesmo os sorrisos costumeiros conseguem desvendar.Por que?
                    O por que,eu mesmo repondo.Porque nós somos um único encontro. Nós somos duas estrelas que brilham juntas no mesmo espaço cósmico e assim iremos viver por toda a eternidade.Falando de amor,sorrindo com amor, acenando com amor entre os dedos que balançam sobre o vento e acareciam as nuvens sorridentes dentro deste dia tão quente,com esta brisa que vem do mar.
                      Nós,que, sem mais nem menos,somos apenas dois seres que vivem na solidão tamanha de todos os outros mas não devemos também´ser um outro,pois que a imagem do amanhã se encontra em nós mesmos.
                       Quando nosso silencio for independente, então poderemos falar.E nas nossas palavras,virão também os risos e os acenos.Os encontros e as loucuras de dois amantes que se perdem nestas linhas e se encontram nas palavras que escrevo nesta tarde,para este dia tão cheio de sol,e que abre o verão nordestino.
                         Sim,como os coqueiros que se balançam na praia,nós também devemos nos balançar ao sabor do vento,sussurrando palavras amorosas ,um para o outro,quebrando o silencio que nos envolve,alertando com sua independência, o ruído de dois lábios que sencontram e naõ se separam,nunca mais.                                                  

sábado, 17 de setembro de 2011

se voltares...

                Enroscarei em teu corpo uma malha de carícias e com perfume de sândalo purificarei o teu halito,
                 Deterei as horas em que junto a ti me encontre e te falarão minhas vozes cheias de silencio...
                 acederei mil auroras de beijos em tua boca ,terás o calor das rosas, e com tua fragrância virás a mim incorpórea quase imaterializada como um sonho!
                 Ternuras nunca criadas para esta sede de oásis, inventarão tuas mãos mais suáveis que a briza, coroas de margarias para teu corpo branco, unguento de paisagens novas para teus olhos, campânulas azuis para a tua fronte e sandálias de nuvens para teus pés rosados e laços de crepúsculos para os teus cabelos. Se incendiarão os bosques com as luzes da aurora, será a tarde um altar para adorar o amor...
                  E, quando em ti florescerem minhas ânsias de retorno, e em teus braços olvidarem meus tormentos, deterei as horas em que junto a te me encontre, e te falarão minhas vozes cheias de silêncio.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

EPISODIOS ETERNOS

              As distancias que nos separavam se encurtaram como se os nossos caminhos buscassem os mesmos objetivos.As separações só se verificam quando rareiam as eleições afetivas.So acredito mesmo no amor quando os nossos endereços são identificados pela amada distante.
               O trivial é a coisa mais seria que conheço,porque reduz a pequenas dimensões dos problemas infinito da vida.
                Abandonei os bares que tanto eu amava para quer não existisse nada neste mundo que pudesse competir com Voce.
                 Dizia os gregos que o amor e o vinho se irmanam,abandonei o bar para verificar se eles falavam a verdade.Se eles não mentiram porque me ausentar os bares? O bar se constitui uma grande sedução,porque naquela casa não existe complicações domésticas. O bar é universal como o amor,tem os mesmos históricos e os mesmos fascinios.Se no bar existe musica,tanto melhor.É o ritimo dos desencontros.
                Depois de um grande hiato,houve o reencontro.Estou certo que o episodio de minha volta,não terminará mais.O romance, o grande romance,é assim,começa num instante.
                 O amor na verdade,oferece esses paradoxos - eterniza momentos.


quinta-feira, 8 de setembro de 2011

A mulher bela...

       A mulher bela,geralmente se coloca perto de uma grade,para mostrar aos mais incrédulos que os seus encantos resiste a prisão.Encarcerar uma mulher bela,em termos de privatividade, é ofender toda uma comunidade.
        O belo não é de ninguém, é um adorno do povo.Somente os prisioneiros do convencionalismo estreito,não considera a mulher bonita uma expressão ornamental. Quem quiser ter para si somente o belo,que cerque para o seu dominio exclusivo um pedaço de mar, um raio de estrela,uma pétala de rosa,mas nunca cometa a ingenuidade e estutice de ter para sí só,uma mulher deslumbrante, patrimônio da criatura humana,escultura genial de Deus.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

DESEJO

   Senti desejo de subir hoje a montanha, descortinar todo o horizonte e de tocar o infinito com os dedos...
   Senti desejo de abraçar-me a fogueira do sol,para renascer a manhã com a luz primeira da aurora!
   Senti desejo de escrever teu nome em uma nuvem,para fecundar a terra de amor,quando caia sobre os campos verdes a canção de tuas letras em forma de chuva.