quinta-feira, 29 de setembro de 2011

O ENCONTRO

           Quando a vi pela primeira vez
,havia em mim mesmo o sentimento de um homem vazio,oerdido na imensidão doi espaço.Vi-a como se estivesse a contemplar um pássaro perdido de seu ambiente,flutuando pelo espaço afora,em busca de guarida.
             Quando a vi pela primeira vez, você estava vestida da mais fina púrpura ,criada pelo pintor mais famoso do mundo.E sob ela,jazia aquela alma simpática que me fez sorrir ao desconhecido.
               E nós sorrimos um para o outro.Gesticulamos e os olhares se fizeram cortados, como que punhais e penetrarem numa carne vadia e malsã.
                Verdadeiramente,aquele encontro nos fez ver que havia muito mais entre nós dois,do que o simples espaço.Havia o encontro casual que duas almas planejam e os dois corpos o fazem sensualmente,como se nada tivesse concorrido para tal.Havia, sobretudo, o momento idôneo de uma liberdade criada por nós mesmos,dentro de um pensamento puro.
                  Por que seria que não haveríamos,de por um novo sol dentro daquele mundo?Por quê?
                   Encontram-se as borboletas no ar,as abelhas, as flores,o próprio mar se encontra através de suas ondas com as areias virgem da praia.Nós nos encontramos. Eu,mar rude e feroz,faminto,sedento.Você, aquela branca e suave areia que ficou banhada loucamente pelas espumas cintilantes de mim mesmo. E depois, depois, foi apenas o que os pensamentos podem confessar.
                     Encontramos um no outro,a paixão,o amor,a verdade.Daí por diante,nunca mais nos separmos. E, daquele encontro,nasceu o amor que hoje relembro e confesso existir no sentimento dos dias,a perpetuidade daquele momento angelical

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